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Covid-19 reforça importância dos bancos públicos

Privatização pode causar a quebradeira de empresas, aumento dos preços dos alimentos e afetar o financiamento habitacional e o desenvolvimento regional O ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, já demonstrou, diversas vezes, seu interesse em privatizar “tudo o que for possível”. A venda do Banco do Brasil foi, inclusive, tema da famosa reunião interministerial, que teve suas imagens divulgadas por ordem judicial. Mas, a pandemia causada pelo novo coronavírus colocou os bancos públicos em evidência e mostrou o papel estratégico que eles têm para ajudar a regular a economia e fomentar o desenvolvimento do país. Segundo dados divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Banco do Brasil, por exemplo, é responsável por 36% do total de empréstimos concedidos pelo programa de apoio às micros e pequenas empresas (Pronampe), que empregam 52% dos trabalhadores com carteira assinada no país. A segunda maior carteira do Pronampe é da Caixa Econômica Federal, com 26%. O banco privado melhor posicionado é o Itaú, com apenas 16% desta carteira até 31 de agosto. “Nós, funcionários, ficamos abismados quando ouvimos o ministro da Economia, ou o Rubem Novaes (ex-presidente do BB), afirmar que não há motivo para manter o Banco do Brasil como banco público. Uma instituição que não dá prejuízo, ao contrário, ajuda o país a pagar suas contas, e ainda dá grande contribuição para a criação de empregos, para produção agropecuária e o desenvolvimento socioeconômico de uma forma geral. O que não existe, é motivo para a privatização do banco”, disse indignado o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Mas, também nos chamou a atenção a demora que, mesmo com toda essa experiência na carteira de crédito para micros e pequenas empresas, o banco levou para liberar recursos para este segmento quando estourou a crise sanitária gerada pelo novo coronavírus”, observou o coordenador da CEBB. “A demora foi tamanha, que muitas pequenas e médias empresas acabaram falindo, jogando ainda mais pessoas no desemprego e tornando-as dependentes do auxílio emergencial de R$ 600”, completou. Em busca do lucro Para o economista Sérgio Mendonça, do portal de notícias de economia RecontaAí, em momentos de crise, a tendência dos bancos privados é se retrair. “Em vez de ajudarem a dar uma boia a quem está se afogando, eles empurram para o fundo”, disse. Os economistas Monica de Bolle, da universidade Johns Hopkins, e Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, também apontam os bancos públicos como instrumento decisivo em épocas de tormenta. A economista Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), explicou que os bancos privados se retraem em momentos de crise por medo de calote. “Os bancos privados, ao contrário dos públicos, têm que pagar dividendos aos seus acionistas. Buscam o lucro. Em momentos de crise eles se retraem para evitar riscos. Se as empresas quebram eles ficam com os prejuízos. Sem crédito, é aí que há a quebradeira. É neste momento que o Estado, por meio dos bancos públicos, mostra toda sua importância. É ele que fomenta a recuperação e o desenvolvimento econômico. Esse é um dos principais papéis dos bancos públicos”, explicou. Aumento no preço dos alimentos Segundo projeções, o agronegócio deve ser o único segmento econômico a fechar 2020 com PIB positivo. O setor conta com grande apoio do Banco do Brasil no financiamento agropecuário. O banco possui aproximadamente 60% da carteira empresarial de crédito agrícola e 80% do montante destinado à agricultura familiar. “É um segmento pelo qual os bancos privados não têm interesse, mas que é o responsável por colocar os alimentos nos pratos dos brasileiros”, afirmou Fukunaga. “Se o BB for privatizado, será um grande golpe para o setor agropecuário, mas, mais ainda, para o povo brasileiro, que terá que pagar mais caro pelos alimentos que chegam às suas mesas”, concluiu. Ataque aos bancos públicos Além do BB, o governo Bolsonaro tem promovido ataques aos demais bancos públicos, como os que atingem a Caixa. Por meio da Medida Provisória 995, o governo permite a criação de subsidiárias, o que, na prática, possibilita a privatização da empresa, uma vez que o Supremo Tribunal Federal definiu que as empresas-mãe não podem ser privatizadas sem a autorização do Congresso Nacional, mas as subsidiárias sim. “Com essa MP, o governo fatia a Caixa, fica autorizado a vender todas as subsidiárias, o que, consequentemente, enfraquecerá o banco, colocando em risco, inclusive, o seu papel social. É uma verdadeira dilapidação do patrimônio público e um prejuízo para a sociedade. Enquanto houver desigualdade, bancos como a Caixa são essenciais”, explicou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Com a privatização da Caixa, o financiamento habitacional, o incentivo ao esporte, à educação e à cultura, entre outros, correriam grande risco. “É a Caixa, também, que, juntamente com o BB, o Banco do Nordeste (do Brasil), o Basa (Banco da Amazônia) e dos demais bancos públicos, que incentivam o desenvolvimento do país de uma forma igualitária. Sem os bancos públicos não há política de infraestrutura, de saneamento, de saúde e de educação. Sem os bancos públicos não há política anticíclica para a retomada do desenvolvimento em períodos de crise econômica”, concluiu a dirigente da Contraf-CUT.  


Gerentes gerais terão 10 dias de compensação pelos sábados trabalhados para o pagamento do auxílio emergencial

Anúncio é resultado da reinvindicação da CEE/Caixa na mesa de negociação. A Comissão cobrou a Caixa a compensação ou remuneração para todos os empregados que trabalharam no sábado e não bateram pont Gerentes gerais terão 10 dias de folga pelos sábados trabalhados para o pagamento do auxílio emergencial Compensação foi umas das reivindicações da Campanha Nacional 2020 A flexibilização do horário de almoço para 30 minutos começará a valer em janeiro de 2021 Outra conquista da campanha que consta no ACT Os gerentes gerais de rede que trabalharam aos sábados nas agências que abriram para o pagamento do auxílio emergencial terão 10 dias de compensação. O anúncio foi feito pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, por meio de um vídeo publicado nesta quarta-feira (23). No entanto, essa decisão é resultado da reivindicação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) em mesa de negociação durante a Campanha Nacional. Depois de meses de cobrança, a Caixa finalmente se manifesta com alguma compensação para os empregados que não batem ponto e estavam trabalhando aos sábados, segundo a coordenadora da Comissão e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. Para ela, o anúncio foi muito importante, mas ainda faltam os outros trabalhadores que também trabalham aos sábados e não registram o ponto como os superintendentes executivos de varejo, gerentes nacionais, gerentes de centralizadoras e outros. “Da forma que estava sendo feito com os gerentes, é um absurdo porque esses empregados trabalharam e não tem a contrapartida, o que chamamos de hora besta. E isso não é correto e nem direito independente da função de qualquer colega. Mas mais do que isso, o que reivindicamos é o fim do trabalho aos sábados uma vez que a jornada para todos que estão na rede é extensa e extremamente estafante”, ressaltou. Há tempos as entidades veem recebendo queixas dos trabalhadores sobre as jornadas de trabalho extensas impostas pela Caixa. Segundo secretário de Finanças da Contraf-CUT e presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, a compensação é importante para os gerentes gerais, mas aqueles que também estavam com jornadas extrapoladas têm direito. “Cada vez mais vemos que os empregados estão cansados com a jornada extenuante. Os gerentes gerais são os mais atingidos sem pagamentos de horas extras ou descanso. Mas, a Caixa precisa pagar a todos que fizeram o trabalho”, afirmou. De acordo com Pedro Guimarães, os gerentes gerais terão até o dia 30 de junho de 2021 para utilizar os dias de compensação. Ainda segundo o presidente, haverá substituição dos gerentes durante esses dias. Também foi anunciado que a Caixa irá fazer o pagamento da comissão dos negócios de seguros. Ainda sem data definida. Flexibilização Outro comunicado foi sobre a flexibilização do horário de almoço para 30 minutos. Segundo foi informado, será antecipado para janeiro de 2021. Essa medida é fruto da Campanha Nacional e consta no Acordo Coletivo de Trabalho aprovados em assembleia pelos bancários. “Primeiro que é um absurdo até agora a Caixa não ter repassado a comissão referente aos seguros. Sobre o intervalo, quem se deu o prazo de março de 2021 foi o próprio banco, mesmo prazo para o parcelamento de férias em até três vezes. São itens que a Caixa deveria implementar ainda este ano”, cobrou Fabiana.    


Campanha nacional contra demissões no Itaú começa nesta quarta-feira (23)

A Comissão de Organização dos Empregados (COE), federações e sindicatos de bancários de todo o país farão uma campanha nacional, a partir da próxima semana, para denunciar o Itaú por demitir centenas de pais e mães de família em plena pandemia. A decisão foi aprovada pela COE, em reunião na última terça-feira (15/9). Será feita uma forte campanha de mídia, inclusive nas redes sociais, denunciando o Itaú. Nas redes sociais O lançamento da campanha será na próxima quarta-feira (23), com um tuitaço às 11h. A partir deste dia, as peças, matérias, vídeos e cards/memes feitos sobre o tema devem ser publicados nas redes sociais com a #ItaúNaoDemitaMeusPais. Ao impor o corte maciço de pessoal, iniciado em 10 de setembro, o maior banco do país rompeu o compromisso assumido com o movimento sindical bancário de não demitir durante a crise do novo coronavírus. As demissões mostram a verdadeira face do Itaú que, em sua publicidade, aparece defendendo a solidariedade neste momento. Foram mais de 130 demissões em várias cidades do país. O banco disse que eram motivadas pelo encerramento da área de Veículos. Porém, denúncias mostram que também foram registradas demissões em agências, fato já admitido pelo banco. Crueldade “Além de descumprir o acordo, o Itaú age com crueldade com os funcionários que não deixaram de trabalhar em momento nenhum, mesmo com risco de serem contaminados e perderem a vida – como aconteceu com vários – que, por isto mesmo, deveriam ser valorizados. Mas, pelo contrário, a resposta do banco foi a deflagração de um processo nacional desumano de demissões em massa, sem nenhuma solidariedade ou responsabilidade social. Vamos denunciar esta atitude publicamente”, avisou Izabel Menezes, diretora do Sindicato e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que estará à frente da campanha. Lucro de R$ 28 bilhões A dirigente lembrou que não há qualquer justificativa para as demissões, até porque o Itaú teve um lucro de mais de R$ 28 bilhões no ano passado. “E não é só isso. O banco está sendo ainda mais cruel por colocar os bancários na rua num momento de estagnação econômica, em que não há vagas no mercado de trabalho. É preciso repetir: são pais e mães de família jogados no desemprego num momento de dificuldade extrema em todo o mundo”, frisou. Novo presidente, velhas práticas? O Jornal Valor Econômico publicou na segunda-feira (21), uma matéria tratando da mudança do presidente do Itaú. Enquanto o mercado está atento ao perfil de quem vai suceder Candido Bracher, 62 anos, na maior instituição financeira privada da América Latina, os funcionários do banco e os sindicatos estão preocupados com a manutenção dos empregos e as condições de saúde e de trabalho, inclusive para quem continuar em home offfice. Para os especuladores e grandes acionistas não parece haver nenhuma preocupação com os empregos dos quais dependem as famílias. A gestão de Bracher foi marcada pelo avanço dos meios digitais e redução de agências físicas, gerando insegurança aos trabalhadores em função das demissões, feita pelo banco em plena pandemia e em desacordo com o que foi prometido à categoria de não dispensar ninguém durante o período da Covid-19. A informação da matéria do Valor deixa claro que o próximo presidente vai acelerar esse processo de transformação das novas tecnologias e pelo fato de o Banco Central (BC) definir para o fim deste ano a estreia do open banking e do Pix, meio de pagamentos instantâneos, duas inovações que ameaçam o emprego dos bancários. E o emprego? A matéria diz ainda que “os grandes bancos vinham até agora dosando o ritmo de fechamento de agências, que ainda são fonte importante de receitas. Com a queda drástica da utilização da rede física na crise, pode fazer sentido acelerar a transferência das contas para agências digitais”.  


Bancários do Bradesco avaliam em assembleia acordo de teletrabalho

Ajuda de custo de R$ 1.080 no primeiro ano. Se o banco fornecer a cadeira, a quantia será de R$ 960. Ajuda de custo no segundo ano em diante de R$ 960, que poderá ser paga de uma vez ou mensalmente Banco vai fornecer equipamentos: notebook ou desktop, mouse, teclado e etc Jornada de trabalho controlada com horários de descanso e para refeições Curso pra quem aderir ao teletrabalho Suporte de apoio para a rotina profissional do bancário Grupo de Trabalho de acompanhamento do acordo pelo Sindicato Saúde: Orientação do banco sobre as medidas de prevenção das doenças e acidentes do trabalho e exame periódico de quem estiver em teletrabalho. O Comando Nacional d@s Bancári@s se reuniu nesta quinta-feira (10) e decidiu indicar que a proposta de teletrabalho negociada com o Bradesco seja aprovada pel@s funcionári@s do banco. Serão convocadas assembleias em sindicatos de todo o país a partir das 16h desta sexta-feira (11), para a categoria decidir sobre o acordo. O teletrabalho não foi aprovado na negociação da CCT com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) porque não havia uma posição unificada das instituições bancárias em relação ao que estava sendo proposto pelo movimento sindical. O Comando Nacional defendia pontos prioritários sobre teletrabalho: ajuda de custo para quem trabalhasse em casa; controle da jornada de trabalho; fornecimento pelo banco de equipamentos necessários para o teletrabalho; móveis adequados às normas ergométricas e de saúde, curso pra quem aderir ao teletrabalho; acompanhamento especial no periódico; canal de apoio, além de outros pontos. O Bradesco concordou com as condições. Ajuda de custo A proposta prevê uma ajuda de custo de R$ 1.080,00 para cobrir gastos adicionais com o teletrabalho (intertnet, luz, etc) A ajuda será paga de uma única vez, no primeiro ano, se o banco não conceder em comodato a cadeira. Caso o banco ceda a cadeira, a quantia será de R$ 960,00. Nos anos seguintes, o banco vai pagar uma quantia de R$ 960,00, que poderá ser pago de uma só vez ou parcelado em até 12 vezes, a critério do banco. Outro avanço na proposta é que @ bancári@ precisa concordar em ir para o regime de teletrabalho, não será obrigatório. Jornada de trabalho O Bradesco também concordou em adotar o controle da jornada, por meio de programa de computador para o registro dos horários de trabalho e/ou por regime de exceção. O banco irá respeitar os intervalos para refeição e os períodos de descanso. Ligações de áudio ou vídeo, mensagens escritas, ou qualquer outra atividade laboral nesses períodos serão proibidas ou caso ocorram serão computadas como horas extras. Fornecimento de equipamentos O banco também fornecerá notebook ou desktop, mouse, teclado independente e headset, ficando o empregado responsável pela guarda, conservação e devolução. Treinamento Será realizado programas de treinamento para quem for trabalhar em casa, bem como para os gestores desses funcionários. Saúde O banco promoverá orientação a todos os empregados em regime de teletrabalho sobre as medidas destinadas à prevenção de doenças e acidentes do trabalho, por meio físico ou digital ou treinamentos à distância. O banco também concordou em realizar acompanhamento especial no exame periódico de quem estiver em teletrabalho. Canal de apoio O Bradesco também vai disponibilizar um canal de apoio para orientações ao funcionário sobre procedimentos profissionais ou equipamentos. Acompanhamento Na negociação, banco e o Comando Nacional concordaram em formar um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar a aplicação do acordo na categoria. Referência O acordo com o Bradesco representa uma conquista por vários aspectos. A legislação atual não prevê controle de jornada, que poderia representar trabalho gratuito. Também não obriga pagamento de ajuda de custo. Outra vantagem do acordo é que na legislação o empregador tem a vantagem de negociar individualmente com o trabalhador o regime de teletrabalho. Já a negociação coletiva dá mais força para a categoria, que a partir desta sexta-feira (11) vai realizar assembleias a partir das 16h e que vão até sábado às 16h. As assembleias foram convocadas para avaliar o acordo negociado pelo Comando Nacional. Para ler a íntegra do acordo, clique aqui. Para votar acesse: https://bancarios.votabem.com.br/    


Programa Trabalhador em Foco - Tema: Lei Maria da Penha 
 
Programa Trabalhador em Foco - Tema: Conjuntura Política 
 
Programa Trabalhador em Foco - Tema: Situação Análoga à Escravidão