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Frases de Bolsonaro são “sincericídios” sobre neoliberalismo no país

O Brasil começou a primeira semana do ano ouvindo as já controversas declarações do presidente sobre a situação econômica do país e a terceirização de suas responsabilidades. Para ele, nada de ruim que acontece com o Brasil é de sua responsabilidade, seja o fim do auxílio emergencial, o aumento do desemprego, a falta de vacinas contra a Covid-19 e o calote dado ao aporte previsto no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada pelos cinco países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Na última quarta-feira, 05/01, Bolsonaro soltou duas pérolas “Brasil está quebrado e eu não consigo fazer nada”, sobre o fim do auxílio emergencial e a impossibilidade de cumprir promessa de campanha de cobrar impostos para quem ganha a partir de R$ 5.000,00 ( hoje a alíquota do IR é paga a partir de R$ 1.900,00); e “ que o Brasil é um país difícil trabalhar. Quando fala em desemprego, né, [são] vários motivos. Um é a formação do brasileiro. Uma parte considerável não está preparada para fazer quase nada. Nós importamos muito serviço". Segundo o economista, Marcio Pochmann, essas declarações são consideradas “sincericídios” – uma mistura de sinceridade com suicídio, por que Bolsonaro tem de manter a cartilha neoliberal econômica que o elegeu. Politicamente Bolsonaro está “preso” ao centrão, bloco fisiológico de parlamentares da Câmara e Senado Federal, de centro-direita e extrema direita, que costuma aderir ao governo em troca de cargos, por ter saído do PSL , se unindo ao grupo para manter a maioria do Congresso fiel a ele. Como não quer perder a popularidade com o auxílio emergencial, mas também não quer perder o apoio da maioria no Congresso, que reza pela cartilha neoliberal, defende o teto de gastos públicos e é avessa a políticas públicas, Bolsonaro joga com frases de efeito para dizer que a responsabilidade não é dele, quando, na verdade, faz tudo de maneira pensada, tentando manobrar a opinião pública. Pochmann diz que o Brasil não está quebrado e que Bolsonaro usou uma interpretação bancária, financeira, utilizada nos anos de 1980 que definia os países latino-americanos endividados e não conseguiam pagar suas dívidas no exterior. “Como ele não tem saída por causa do teto de gastos e ainda assim aumentou o déficit público, Bolsonaro adota como resposta para a crise o mesmo discurso de alguns economistas, de que a saída é vender, privatizar, de que está quebrado”, afirma Pochmann.


Pressão por metas em banco gera adoecimento e dano moral

Os bancos devem ficar atentos, já que essa estratégia organizacional pode caracterizar assédio moral e, pior, levar seus trabalhadores ao adoecimento por culpa empresarial. Em Minas Gerais, uma bancária ganhou na Justiça o direito a uma indenização por danos morais, no valor de R$ 25 mil, após ter sido vítima de assédio no banco em que trabalhava. A decisão foi da 10a Turma do TRT-MG, que manteve a punição aplicada pela 2ª Vara do Trabalho de Governador Valadares. O depoimento de inúmeras testemunhas foi crucial para o relator do caso, o juiz convocado Vitor Salino de Moura Eça, constatar o assédio moral que, segundo ele, desestabilizou não só a autora do processo como também os demais colegas de trabalho. Nas palavras do relator, "o Banco desconsiderou totalmente a condição humana dos trabalhadores". Uma das testemunhas contou que "as cobranças eram sempre muito duras, incisivas e diárias. E feitas pessoalmente, em reuniões e até mesmo por e-mail frequentes. Quem não atingisse o resultado esperado, além de não ganhar premiações, era ameaçado de transferência ou demissão pelo superintende ou pelo gerente-geral". O relator destacou o fato de que, nas reuniões de trabalho das sextas-feiras, eram reiteradas as ameaças: "O detalhe do dia da reunião é muito relevante para demonstrar o desgaste imposto aos empregados e a ausência de propósito pedagógico na cobrança de metas. No final da semana já não havia mais nada o que fazer para recuperar as metas, senão remoer e sofrer com as ameaças durante a folga semanal". Para o julgador, a bancária foi vítima de assédio moral, o que comprova o dano e sustenta a manutenção da decisão de 1º grau. Em relação à indenização, ele reduziu de R$ 50 mil para R$ 25 mil, valor que considera mais adequado às circunstâncias do caso.  


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